Numa manhã fria de janeiro, o painel do carro elétrico mostra menos quilómetros do que mostrava em setembro, com a bateria igualmente cheia. O condutor faz as contas à ida para o trabalho, à volta, ao desvio para ir buscar os miúdos. E fica com uma dúvida que não sai da cabeça.
A bateria está a estragar-se? Na maior parte dos casos, não. A autonomia de um elétrico mexe com a temperatura, com a forma de conduzir e com a forma de carregar. Uma parte da perda é temporária e volta com o bom tempo. Outra parte é o envelhecimento natural da bateria de tração, lento e previsível. Só uma pequena parte dos casos esconde uma avaria.
O frio e o calor mexem com os números
As baterias de iões de lítio funcionam melhor dentro de uma faixa de temperatura moderada. Com frio, as reações químicas ficam mais lentas e a bateria entrega a energia com menos facilidade. Ao mesmo tempo, o carro gasta energia a aquecer o habitáculo e, em muitos modelos, a própria bateria. O resultado vê-se no painel logo nos primeiros dias frios.
Esta perda não é desgaste. Quando as temperaturas sobem, a autonomia regressa. O calor extremo tem outro efeito, menos visível no dia a dia mas mais duradouro, porque acelera o envelhecimento das células. Estacionar à sombra no verão ajuda mais do que parece.
Carregamentos rápidos e hábitos de carga
Os carregadores rápidos em corrente contínua são muito úteis em viagem. Usados todos os dias, aquecem a bateria com frequência e contribuem para um desgaste mais rápido. Os hábitos em casa também contam.
- Muitas marcas recomendam limitar a carga do dia a dia abaixo dos cem por cento e deixar a carga total para as viagens longas.
- Deixar o carro parado vários dias com a bateria completamente cheia ou quase vazia não lhe faz bem.
- Descer com frequência até ao limite da reserva exige mais das células do que manter a carga numa zona intermédia.
- O carregamento lento, em casa ou no trabalho, é o mais amigo da bateria para uso diário.
Consulte o manual do seu carro. Cada fabricante define os seus limites e alguns sistemas já protegem a bateria de forma automática.
A idade também pesa, e isso é normal
Como qualquer bateria recarregável, a bateria de tração perde capacidade com os anos e com os ciclos de carga. A perda tende a ser gradual. Um carro com alguns anos faz, com a bateria cheia, um pouco menos do que fazia novo, e isso não significa avaria. Muitas marcas dão uma garantia própria para a bateria de tração, normalmente mais longa do que a do resto do carro, com uma capacidade mínima definida. Vale a pena conhecer as condições da sua e manter a revisão oficial da marca em dia.
Sinais que merecem diagnóstico
Há quedas de autonomia que não se explicam pelo tempo nem pela idade. Estas são as que pedem uma visita à oficina.
- A autonomia caiu de forma brusca de uma semana para a outra, sem mudança de temperatura nem de percurso.
- A percentagem de carga salta ou cai de repente, sobretudo perto do fim da bateria.
- O carregamento para antes do previsto ou fica sistematicamente muito mais lento do que era.
- Aparece um aviso do sistema de alta tensão, da bateria ou do arrefecimento no painel.
- O carro limita a potência ou entra num modo de condução reduzida.
O que se vê num diagnóstico à bateria
Um diagnóstico automóvel a um elétrico lê os códigos de avaria dos vários módulos, o estado de saúde da bateria indicado pelo sistema de gestão e o comportamento das tensões entre os diferentes grupos de células. Também permite verificar o sistema de arrefecimento da bateria, que tem um papel direto na sua longevidade.
Na Peak Drive trabalhamos com viaturas elétricas e híbridas de todas as marcas. Recebe um orçamento antes de qualquer intervenção e só avançamos com a sua aprovação. Pode marcar na oficina da Maia ou em Canelas, Vila Nova de Gaia.
Bateria bem tratada. Quilómetros sem sobressaltos.
Perguntas frequentes
No inverno o meu elétrico faz menos quilómetros. É avaria?
Normalmente não. O frio reduz a eficiência da bateria e o aquecimento consome energia. Se a autonomia volta quando as temperaturas sobem, é um efeito temporário e não desgaste.
Usar carregadores rápidos estraga a bateria?
Usados de vez em quando, em viagem, não são um problema. Quando são a forma habitual de carregar, contribuem para um envelhecimento mais rápido. Para o dia a dia, o carregamento lento é a melhor escolha.
Como sei o estado de saúde da bateria do meu carro?
Alguns carros mostram esta informação no ecrã, mas a leitura mais completa faz-se com diagnóstico eletrónico, que consulta os dados do sistema de gestão da bateria e verifica se há avarias registadas.
Fazer a manutenção fora da marca afeta a garantia da bateria?
Não, desde que a manutenção cumpra o plano e as especificações do fabricante. O Regulamento UE 461/2010 permite fazer a revisão oficial da marca numa oficina independente sem perder a garantia.
A autonomia do seu elétrico mudou sem explicação? Marque a sua visita pelo formulário de marcação online ou ligue para a oficina de Canelas, Vila Nova de Gaia (227 121 969, chamada para a rede fixa nacional) ou da Maia (229 421 172, chamada para a rede fixa nacional).

