Pare num semáforo com um híbrido e ouve-se o silêncio. O motor a combustão está desligado, o painel diz que o carro está pronto e, quando o sinal abre, é muitas vezes o motor elétrico que o leva nos primeiros metros. Para quem vem de um carro a gasóleo, a diferença sente-se logo no primeiro dia.
Também se sente na manutenção, mas não da forma que muitos esperam. Algumas peças duram mais. Outras pedem uma atenção que um carro convencional não pede.
Os travões duram mais, mas não ficam esquecidos
Quando levanta o pé ou trava de leve, um híbrido usa o motor elétrico para abrandar e recupera energia para a bateria. As pastilhas e os discos trabalham menos e, em muitos casos, duram bastante mais do que num carro convencional.
O reverso é o pouco uso. Discos que trabalham pouco ganham ferrugem à superfície, sobretudo em carros que dormem na rua e fazem trajetos curtos. As pinças podem começar a prender. O líquido de travões envelhece com o tempo, ande o carro muito ou pouco, e deve ser trocado no prazo que o fabricante indica. Uma verificação dos travões em cada revisão apanha estes problemas cedo, antes de se transformarem em ruídos, vibrações ou num carro que puxa para um lado.
A bateria de 12 V continua lá
Muita gente não sabe que um híbrido tem duas baterias. A grande, de alta tensão, move o carro. A pequena, de 12 V, alimenta a eletrónica e é ela que liga os sistemas quando carrega no botão de arranque.
Se a bateria de 12 V estiver descarregada, o carro não fica pronto, mesmo com a bateria principal cheia. Como não dá o arranque ao motor, costuma ser mais pequena do que a de um carro convencional e sofre com longos períodos parado. Um teste periódico da bateria evita a surpresa de uma manhã em que o carro simplesmente não acorda.
A bateria de alta tensão precisa de respirar
A bateria que move o carro aquece quando trabalha e precisa de ser arrefecida. Consoante o modelo, isso faz-se com ar retirado do habitáculo ou com um circuito de líquido próprio. Em qualquer dos casos, o sistema precisa de cuidados.
- Nos modelos arrefecidos a ar, a entrada de ventilação costuma ficar junto aos bancos traseiros e não deve ser tapada com sacos, casacos ou tapetes.
- Alguns destes sistemas têm um filtro que acumula pó e pelo de animais e deve ser limpo ou trocado.
- Nos modelos arrefecidos a líquido, o nível e o estado do líquido desse circuito são verificados na revisão.
- Um ventilador ruidoso atrás dos bancos ou um aviso de temperatura no painel são sinais para ir à oficina.
Uma bateria que trabalha quente com frequência perde capacidade mais cedo. Manter a refrigeração em ordem custa pouco comparado com isso. Em muitos modelos, também o inversor, que converte a energia da bateria para o motor elétrico, tem um circuito de refrigeração próprio que deve ser verificado.
Um motor que arranca a frio muitas vezes
No trânsito do Grande Porto, o motor a combustão de um híbrido liga e desliga dezenas de vezes. Em trajetos curtos, pode nunca chegar à temperatura ideal, e isso deixa humidade e combustível a misturar-se com o óleo.
Por isso o óleo de um híbrido não é um detalhe. Deve cumprir exatamente a especificação do fabricante, normalmente de baixa viscosidade, e ser trocado no intervalo indicado, que pode ser mais curto se o carro fizer sobretudo percursos curtos.
Revisão por quem conhece híbridos
A Peak Drive é uma oficina multimarca que trabalha com viaturas híbridas e elétricas. A revisão oficial da marca é feita segundo o plano do fabricante, com diagnóstico eletrónico aos sistemas do carro, e não faz perder a garantia, ao abrigo do Regulamento UE 461/2010. Pode fazê-la na oficina da Maia ou em Canelas, Vila Nova de Gaia, e o orçamento é aprovado por si antes de qualquer trabalho.
Menos consumo. A mesma atenção.
Perguntas frequentes
Posso fazer a revisão do híbrido fora da marca sem perder a garantia?
Sim. O Regulamento UE 461/2010 permite fazer a manutenção numa oficina independente sem perder a garantia, desde que se cumpra o plano do fabricante e se usem peças de qualidade equivalente.
Um híbrido precisa de revisões menos frequentes?
Não necessariamente. Os intervalos são os definidos pelo fabricante e há pontos específicos, como a refrigeração da bateria e o óleo, que precisam de atenção regular.
Porque é que o meu híbrido não liga se a bateria principal está carregada?
Muitas vezes a causa é a bateria de 12 V, que alimenta a eletrónica e ativa o sistema híbrido. Se estiver descarregada, o carro não fica pronto.
Os travões de um híbrido precisam de manutenção?
Sim. As pastilhas gastam-se menos, mas os discos podem ganhar ferrugem, as pinças podem prender e o líquido de travões envelhece com o tempo.
O seu híbrido já fez a revisão deste ano? Marque a sua visita pelo formulário de marcação online ou ligue para a oficina de Canelas, Vila Nova de Gaia (227 121 969, chamada para a rede fixa nacional) ou da Maia (229 421 172, chamada para a rede fixa nacional).

