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AdBlue, o que é e que avarias pode dar no seu diesel

Ao lado do bocal do gasóleo, em muitos diesel recentes, há uma segunda tampa, azul. É por ali que entra o AdBlue, um líquido transparente que muitos condutores só conhecem no dia em que o painel acende uma luz que nunca tinham visto.

Esse líquido tem uma função concreta. Sem ele, um motor diesel moderno deixa de cumprir as normas de emissões para que foi homologado, e o próprio carro trata de o lembrar, primeiro com avisos e depois com limitações.

O que é o AdBlue e o que faz no escape

O AdBlue é uma solução de ureia de elevada pureza dissolvida em água desmineralizada. Não entra no motor nem se mistura com o gasóleo. É injetado no escape, antes de um catalisador próprio, o SCR, sigla inglesa para redução catalítica seletiva.

Com o calor dos gases, a ureia transforma-se em amoníaco, que reage com os óxidos de azoto e os converte em azoto e vapor de água, duas substâncias que já existem no ar que respiramos. O processo é contínuo e controlado pela centralina do motor com a ajuda de vários sensores, e é por isso que qualquer falha num deles acaba por aparecer no painel.

Os avisos que o painel mostra

Cada marca tem a sua forma de avisar, mas a lógica repete-se. Convém reconhecer cada fase.

  • Aviso de nível baixo. Surge com margem, muitas vezes acompanhado de uma estimativa dos quilómetros que faltam até o depósito ficar vazio.
  • Contagem decrescente. Se o nível continuar a descer, o carro indica que, a partir de certo ponto, o motor não voltará a arrancar depois de desligado.
  • Aviso de avaria no sistema de emissões. Aparece mesmo com o depósito cheio e indica que um componente não está a funcionar como devia.
  • Perda de potência. Alguns modelos entram em modo de proteção e limitam o desempenho até a avaria ser resolvida.

O ponto que mais surpreende é o segundo. Com o depósito de AdBlue vazio, o carro continua a andar até ser desligado, mas pode recusar o arranque seguinte. Não o deixe chegar aí.

Cristalização, a avaria mais frequente

Quando a água do AdBlue evapora, fica um resíduo branco. Esses cristais de ureia acumulam-se no injetor doseador, nas tubagens e à volta do bocal de enchimento. Com o tempo, estreitam a passagem e o sistema deixa de conseguir dosear a quantidade certa.

Há hábitos que aceleram o problema. Percursos muito curtos, em que o escape nunca atinge a temperatura de trabalho, favorecem depósitos. Um enchimento com AdBlue contaminado, ou guardado muito tempo num garrafão aberto, também. E um derrame à volta do bocal que secou e ficou esquecido deixa marcas brancas que se veem a olho nu.

Outro pormenor. O AdBlue congela a cerca de onze graus negativos, e por isso o depósito tem um aquecedor. No Grande Porto o frio raramente chega a esse ponto, mas uma resistência avariada acende o aviso na mesma.

Sensores e bomba, quando a falha é eletrónica

Nem todas as avarias se veem. O sistema depende de um sensor de nível e qualidade no depósito, de sensores de NOx antes e depois do catalisador e de uma bomba que leva o líquido sob pressão até ao injetor. Se um deles falha, a centralina deixa de confiar nos valores e acende o aviso.

É aqui que se trocam peças à sorte. Um sensor de NOx com leituras erradas pode parecer uma bomba avariada, e uma bomba sem pressão pode ter origem num simples filtro entupido. Um diagnóstico automóvel lê os códigos de erro e os valores em tempo real e mostra qual das peças está mesmo a falhar, antes de se gastar dinheiro.

Cuidados que evitam dores de cabeça

  • Ateste com AdBlue certificado, de embalagem fechada ou diretamente da bomba no posto de combustível.
  • Nunca junte água da torneira nem aditivos ao depósito de AdBlue.
  • Não deixe o nível chegar ao fim, sobretudo antes de uma viagem longa.
  • Limpe com água qualquer derrame à volta do bocal, porque o AdBlue ataca alguns metais.
  • Se trocou os depósitos e pôs AdBlue no gasóleo, não ligue o motor e peça reboque.

Se o seu diesel também tem filtro de partículas, os dois sistemas trabalham lado a lado no escape e sofrem com os mesmos percursos curtos. Explicamos esse outro lado no artigo sobre o filtro de partículas entupido.

Onde tratar do AdBlue no Grande Porto

Na Peak Drive Auto trabalhamos com diesel de todas as marcas. Começamos pelo diagnóstico, explicamos o que está a falhar e só avançamos com a reparação depois de o orçamento estar aprovado. Pode trazer o carro à oficina de Canelas, em Gaia, ou à da Maia, conforme lhe der mais jeito.

Menos avisos no painel. Mais quilómetros tranquilos.

Perguntas frequentes

Posso conduzir com o aviso de AdBlue aceso?

Com aviso de nível baixo, sim, mas deve atestar assim que puder. Com aviso de avaria, o carro pode limitar a potência ou impedir o arranque seguinte, por isso faça um diagnóstico sem adiar.

O que faço se puser AdBlue no depósito do gasóleo?

Não ligue o motor. O AdBlue pode danificar o sistema de injeção. Chame reboque para que o depósito seja esvaziado e limpo numa oficina.

Atestar o AdBlue apaga logo o aviso?

Na maioria dos carros, o aviso desaparece depois de atestar e fazer um pequeno percurso. Se continuar aceso, há outra causa a investigar.

Todos os diesel usam AdBlue?

Não. É comum nos diesel mais recentes, equipados com SCR. Se o seu carro tem uma tampa azul junto ao bocal do gasóleo, ou um bocal próprio na bagageira, usa AdBlue.

O painel do seu diesel está a avisar do AdBlue? Marque a sua visita pelo formulário de marcação online ou ligue para a oficina de Canelas, Vila Nova de Gaia (227 121 969, chamada para a rede fixa nacional) ou da Maia (229 421 172, chamada para a rede fixa nacional).

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