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Depois de um toque, o que verificar antes de voltar à estrada

Um para-choques rachado tapa muito do que aconteceu por trás dele. Por baixo da pintura há suportes, radiadores, sensores, cablagens e peças da suspensão que absorveram parte do impacto e não mostram nada por fora.

Um toque a baixa velocidade num parque de estacionamento ou numa fila de trânsito parece coisa pouca. Muitas vezes é. Mas antes de voltar à estrada como se nada fosse, há verificações que deve fazer.

Ainda no local

Com o carro parado em segurança e os quatro piscas ligados, dê uma volta completa à viatura. Se houver outro condutor envolvido, preencham a declaração amigável e tirem fotografias antes de mexer nos carros.

  • Veja se há líquido a pingar por baixo da frente ou da traseira.
  • Confirme que faróis, farolins e piscas acendem e não estão partidos.
  • Olhe para o pneu e a jante do lado do toque, à procura de cortes ou deformações.
  • Verifique se há peças soltas ou a raspar no chão ou nas rodas.
  • Abra e feche o capô, a mala e as portas do lado atingido.

Se alguma destas verificações falhar, ou se aparecer um aviso no painel, não arrisque. Peça assistência em viagem.

Tire também fotografias do seu carro, de perto e de longe, mesmo que o dano pareça mínimo. Ajudam a seguradora e ajudam a oficina a perceber o ângulo e a força do impacto.

A geometria, o dano que não se vê

Uma pancada numa roda ou no lancil pode dobrar um braço de suspensão, uma barra de direção ou desalinhar a geometria. Os sinais aparecem nos dias seguintes. O volante deixa de estar direito quando segue em linha reta, o carro puxa para um lado, ou um pneu começa a gastar só na borda. Nenhum destes sintomas é para ignorar, porque afetam a travagem e o comportamento em curva.

Uma jante empenada, mesmo que pouco, pode provocar vibração no volante a partir de certas velocidades. E um pneu que levou uma pancada forte no flanco pode ganhar uma bolha dias depois, um sinal de que a estrutura interna ficou danificada e que o pneu tem de ser trocado.

Sensores e avisos no painel

Os para-choques atuais escondem sensores de estacionamento e, em muitos carros, radares e câmaras dos sistemas de apoio à condução, como a travagem automática ou o controlo de velocidade adaptativo. Um sensor desalinhado ou com a cablagem danificada pode deixar de funcionar ou dar leituras erradas sem acender nenhuma luz. Depois de um toque, o sistema deve ser verificado com diagnóstico eletrónico, para confirmar que não ficaram avarias registadas. Sensores de estacionamento que apitam sem razão, ou que deixam de apitar, são o sinal mais comum.

Fugas e o que fica atrás da grelha

Na frente de quase todos os carros ficam o radiador e o condensador do ar condicionado. São peças finas e expostas. Uma pequena perfuração pode deixar escapar líquido de refrigeração aos poucos, e o motor aquecer dias depois, longe de casa. Vigie o nível do depósito de refrigeração e o ponteiro da temperatura na primeira semana. Uma mancha no chão da garagem na manhã seguinte também diz muito.

Luzes, capô e portas

Um farol que acende pode, ainda assim, ter ficado desalinhado e encandear quem vem de frente, ou iluminar pouco a estrada. Humidade dentro da ótica nos dias seguintes indica uma fissura ou um suporte partido. Olhe também para as folgas entre o capô, os guarda-lamas e as portas. Se deixaram de estar iguais dos dois lados, há peças por baixo que se deslocaram.

Chaparia, pintura e diagnóstico no mesmo sítio

Na Peak Drive começamos por um diagnóstico automóvel completo, que junta a leitura eletrónica dos sistemas à verificação da suspensão, da direção, dos radiadores e das luzes. A partir daí, apresentamos um orçamento com tudo o que é preciso reparar, aprovado por si antes de começarmos.

Também fazemos chaparia e pintura, por isso o carro não tem de andar de oficina em oficina. Se a pancada chegou à suspensão, tratamos da mecânica e do alinhamento da direção na mesma entrada. Pode marcar online ou trazer o carro à oficina de Canelas, em Gaia.

Toque resolvido. Cabeça tranquila.

Perguntas frequentes

Posso conduzir depois de um toque ligeiro?

Se não houver fugas, luzes partidas, avisos no painel nem peças soltas, em regra pode seguir com cuidado até à oficina. Se tiver dúvidas, peça assistência em viagem.

Um toque pequeno pode desalinhar a direção?

Pode, sobretudo se a pancada foi numa roda ou num lancil. Volante torto em reta ou um carro que puxa para um lado são sinais a verificar.

Os sensores de estacionamento voltam a funcionar sozinhos?

Às vezes sim, se só estavam sujos. Se ficaram desalinhados ou com a cablagem danificada, não. O diagnóstico eletrónico mostra se há avarias registadas.

Fazem a reparação da chaparia e da mecânica na mesma oficina?

Fazemos. Chaparia, pintura, mecânica e diagnóstico tratam-se na mesma entrada, com um único orçamento.

O seu carro levou um toque e ficou a dúvida? Marque a sua visita pelo formulário de marcação online ou ligue para a oficina de Canelas, Vila Nova de Gaia (227 121 969, chamada para a rede fixa nacional) ou da Maia (229 421 172, chamada para a rede fixa nacional).

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