Um estalido seco na autoestrada, um camião à frente, e aparece no vidro uma pequena estrela do tamanho de uma unha. No momento parece pouco. Uma semana depois, numa manhã fria com o desembaciador no máximo, essa estrela pode ter uma fissura a atravessar metade do para-brisas.
Este artigo ajuda a decidir entre reparar e substituir. Uma nota desde já. A Peak Drive Auto não repara nem substitui vidros, e esse trabalho deve ser feito num especialista de vidro automóvel. Onde podemos ajudar é no depois, a confirmar que o carro ficou a funcionar como deve.
Porque um impacto pequeno cresce
O para-brisas é feito de duas camadas de vidro com uma película plástica no meio. Um impacto parte a camada exterior e deixa um ponto fraco. As vibrações da estrada, as lombas, a água fria num vidro quente ou o ar do aquecimento dirigido para um vidro gelado criam tensões que fazem esse ponto abrir em fissura. Quanto mais tempo passa, maior a probabilidade. Por isso, um impacto que hoje não incomoda deve ser tratado na mesma semana.
Enquanto não trata o impacto, pode tapá-lo com fita adesiva transparente para evitar que entre sujidade e humidade. E evite mudanças bruscas de temperatura no vidro.
Quando se pode reparar
A reparação consiste em injetar uma resina no impacto, que depois endurece. Devolve resistência ao vidro e reduz a marca visível, embora nem sempre a apague por completo. Em geral é possível quando se juntam estas condições.
- O impacto é pequeno e ainda não tem fissuras longas a partir dele.
- Não está no campo de visão direto do condutor.
- Não está junto à borda do vidro, onde as tensões são maiores.
- A camada interior do vidro não foi atingida.
Quem decide é o especialista de vidros, depois de ver o impacto. Quanto mais cedo o levar, maior a hipótese de reparar em vez de trocar.
Quando é preciso substituir
Uma fissura que já se estende, um impacto grande, danos na zona de visão do condutor ou junto à moldura costumam obrigar a trocar o para-brisas. Um vidro com danos no campo de visão pode também levantar problemas na inspeção periódica, além de ser um risco real, porque o para-brisas contribui para a rigidez do habitáculo.
Depois da substituição, pergunte ao especialista de vidros se o seu carro precisa de algum procedimento específico para os sensores e peça que isso fique indicado na fatura. Nas primeiras horas, siga também as indicações que lhe derem sobre lavagens e utilização, para a cola assentar bem.
Os sensores que vivem atrás do vidro
Em muitos carros recentes o para-brisas não é só vidro. Atrás dele, junto ao espelho retrovisor, estão a câmara dos sistemas de ajuda à condução, o sensor de chuva e o sensor de luz. Depois de uma substituição, estes componentes têm de voltar a ficar bem posicionados e a comunicar com a eletrónica do carro. Estes sistemas trabalham em silêncio, e o condutor só dá pela falha quando precisa deles.
Se, depois de trocar o vidro, surgirem avisos no painel, o alerta de saída de faixa se comportar de forma estranha, as escovas automáticas não reagirem à chuva ou os faróis automáticos falharem, faça um diagnóstico automóvel. A leitura eletrónica mostra se há erros registados nos sistemas ligados ao para-brisas e ajuda a perceber se é preciso voltar ao especialista de vidros. Pode fazê-lo na oficina de Canelas ou na da Maia.
As escovas também contam
Escovas gastas arrastam areia e pequenas partículas pelo vidro e deixam riscos que, com sol baixo ou à noite, prejudicam a visibilidade. Num vidro novo, faz sentido começar com escovas novas. Os sinais de que precisam de troca são fáceis de ver.
- Deixam faixas de água ou zonas por limpar.
- Fazem ruído ou saltam no vidro.
- A borracha está rachada, dura ou deformada.
A substituição das escovas faz parte do serviço de limpa-vidros e demora poucos minutos.
Vidro tratado. Avisos confirmados.
Perguntas frequentes
A Peak Drive Auto repara para-brisas?
Não. A reparação e a substituição de vidros devem ser feitas num especialista de vidro automóvel. Depois disso, podemos confirmar com diagnóstico eletrónico que os sensores e os avisos funcionam corretamente.
Um impacto pequeno no para-brisas pode esperar?
Não convém. Vibrações e mudanças de temperatura fazem o impacto crescer, e o que hoje se repara com resina pode obrigar a trocar o vidro daqui a umas semanas.
Porque aparece um aviso no painel depois de trocar o para-brisas?
Em muitos carros a câmara e os sensores estão fixos junto ao vidro. Se não ficarem bem posicionados, os sistemas podem registar erros. Um diagnóstico eletrónico mostra o que está a falhar.
Devo trocar as escovas quando mudo o para-brisas?
É recomendável se estiverem gastas, para não riscarem o vidro novo e garantirem boa visibilidade à chuva.
Trocou o para-brisas e ficou com avisos no painel? Marque a sua visita pelo formulário de marcação online ou ligue para a oficina de Canelas, Vila Nova de Gaia (227 121 969, chamada para a rede fixa nacional) ou da Maia (229 421 172, chamada para a rede fixa nacional).

